NEFROLOGIA

Doença Renal Crônica:
o que você precisa saber.

Artigos, dados e orientações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da doença renal crônica. Conteúdo revisado por nefrologista.

VISÃO GERAL

Por que a doença renal é silenciosa.

A doença renal crônica afeta 1 em cada 10 adultos no mundo. Na maioria dos casos, não apresenta sintomas nos estágios iniciais — quando o tratamento é mais eficaz. Hipertensão, diabetes e uso de anti-inflamatórios estão entre as causas mais comuns.

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Diagnóstico precoce

Exames simples de sangue (creatinina, TFG) e urina (albuminúria) detectam a doença antes dos sintomas. O rastreamento é recomendado para grupos de risco.

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Nefroproteção moderna

SGLT2i, finerenona, controle pressórico com iECA/BRA e manejo metabólico formam a base da nefroproteção contemporânea baseada em evidência.

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Síndrome CKM

A interação entre obesidade, diabetes, doença renal e cardiovascular forma uma síndrome única — tratar de forma integrada muda o desfecho.

CLASSIFICAÇÃO

Os 5 estágios da DRC.

A doença renal crônica é classificada pela taxa de filtração glomerular (TFG). Quanto menor o valor, mais avançada a doença. O objetivo é diagnosticar nos estágios 1-2, quando a intervenção tem maior impacto.

G1
Normal ou alta
TFG ≥ 90
Dano renal presente
G2
Leve redução
TFG 60-89
Geralmente assintomático
G3
Moderada
TFG 30-59
Fadiga, edema sutil
G4
Severa
TFG 15-29
Sintomas evidentes
G5
Falência renal
TFG < 15
Diálise ou transplante

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PERGUNTAS FREQUENTES

Dúvidas sobre nefrologia.

A doença renal crônica é a perda progressiva e irreversível da função dos rins. É classificada em 5 estágios com base na taxa de filtração glomerular (TFG). Nos estágios iniciais é silenciosa — a maioria dos pacientes não apresenta sintomas até que mais de 60% da função esteja comprometida.

Os fatores de risco mais relevantes são hipertensão arterial, diabetes mellitus, obesidade, uso crônico de anti-inflamatórios, histórico familiar de doença renal e idade acima de 60 anos. A Síndrome Cardiovascular-Renal-Metabólica (CKM) integra vários desses fatores em uma abordagem unificada.

Na maioria dos casos a DRC não é reversível, mas é possível estabilizar ou desacelerar significativamente a progressão com nefroproteção adequada — controle pressórico rigoroso, uso de SGLT2i, finerenona, controle metabólico e mudanças no estilo de vida. Quanto mais precoce o diagnóstico, melhores os resultados.

Sim. O uso frequente de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) como ibuprofeno e diclofenaco pode causar lesão renal aguda e acelerar a progressão da DRC. Mesmo em pessoas com rins saudáveis, o uso crônico representa risco. Alternativas devem ser discutidas com o médico.

A Síndrome Cardiovascular-Renal-Metabólica (CKM) é uma classificação proposta pela American Heart Association em 2023 que reconhece a interação entre obesidade, diabetes, doença renal crônica e doença cardiovascular como um processo único e integrado — não como doenças isoladas.

Sim, e é recomendado. Exercício aeróbico e resistido melhoram a função cardiovascular, o controle pressórico e metabólico, e a qualidade de vida em pacientes com DRC. O programa deve ser individualizado e acompanhado por equipe médica, especialmente em estágios avançados.

AUTOR

Elaborado por especialista.

Dr. Bruno Biluca

Dr. Bruno Piubelli Biluca

Nefrologista — CRM-SP 151.041 | RQE 70145

Médico com formação em Clínica Médica e Nefrologia. Diretor Médico da Fenix Nefrologia em São Paulo. Criador do protocolo APEX de acompanhamento integrado para condições crônicas.

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